Direto ao ponto sem medo de idéias ruins
Um dos blogs que eu gosto muito de ler é o do Seth Godin. O cara é brilhante ao ponto de me fazer pensar que não é possível que um homem sozinho possa escrever tão bem por tanto tempo como ele faz.
Um dos seus posts recentes é o Fear of bad ideas. Li esse post no mesmo momento em que lia pela enésima vez o Getting Real da 37signals, o que me deu um nó na cabeça, pois de um lado eu vejo uma empresa bem sucedida falando para ir direto ao ponto e do outro um blogger profissional falando que não se deve temer idéias ruins. Ao misturar tudo até que faz bastante sentido.
Seth diz que não se obtém idéias boas se não tiver muitas idéias ruins. Entendo isso da seguinte forma: ao nos dedicar a pensar teremos várias idéias, quase todas elas péssimas, mas com o tempo conseguiremos identificar e separar as boas das ruins, e é aí que está o segredo, você precisa ter um baú cheio de idéias para só então pode encontrar a boa dentro dele.
O livro Getting Real diz que deve-se dizer não para muitas coisas para poder ir direto ao ponto e lançar um software rapidamente, sem todas as suas funcionalidades implementadas, apenas com o mínimo necessário funcionando, para só então melhorá-lo conforme os bugs surgem, a demanda aumenta e sugestões aparecem. Outra coisa que faz muito sentido também é que não precisamos focar no software totalmente implementado, com todas as funcionalidades que pensamos e desejamos e que levou tanto tempo para ficar pronto, podemos ir aos poucos, focando em releases bem menores e adicionar aquilo que o usuário realmente quer.
Depois de expor os dois pontos, vamos misturar as duas coisas, ou seja, ter um monte de idéias para selecionar as boas e ir direto ao ponto, ou seja, desenvolver um software sem todas aquelas firulas que achamos necessárias. Qual o resultado dessa mistura? O resultado, pra mim, foi de lançar, dentre aquelas idéias não tão ruins assim, os aplicativos que tenho em mente e só então ver o que é bom de verdade e vale a pena continuar investindo meu tempo, ou então jogá-lo fora e partir para outra idéia. As formas de se fazer isso são inúmeras, mas fica por sua conta ter as idéias de como executá-las.
Boa sorte!

